luci

Entre todos sempre existe alguém que, sozinho, dá sentido diferente e poesia para o momento e o lugar.

A menina era assim: quando a olhava, estava ali no seu canto, elegante, observando a todos com simplicidade e atenção nobre. Acho que em qualquer lugar do mundo – e ainda não conhecemos nada dele – existem pessoas assim, que nos encantam com o olhar, fazendo o coração bater diferente.

Existo! Os olhos da menina me diziam. Também diziam outra coisa: ser elegante é ser você. Ela ali, olhado no fundo do barco o movimento do mundo sem nenhuma razão impositiva. Somente olhando.

Sei que diante dela me sentia bem, ou me sentia melhor do que eu realmente sou. Na verdade, nunca sabia direito se ela estava ali mesmo. O rio Cururu é um lugar de encantados.