Rian

 

Na nudez do asfalto da cidade, barulho, gente, confusão. Para que serve um poeta? Grito sozinho, para que serve?

Em outro lugar, quase ausente das profundidades da água grande, sonho real a existência de um menino poeta que joga versos para todo mundo sem olhar para ninguém, sem olhar para lugar nenhum. Precisa olhar?

Basta sentir profundo que a poesia consegue rezar este mundo.

Volto a ouvir os barulhos da cidade que não se parece comigo, sigo diferente agora, nu na nudez do asfalto que não se parece comigo. Preciso voltar e ser verdadeiro, jogar versos para o mundo, com aquele menino poeta ,sem olhar para lugar nenhum. Dizer que sem poesia não existe alma nesse mundo,  dizer que sem ela não precisamos existir.